18/12/2013

VEJA: o propinoduto de Adir Assad

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Quando a “CPMI do Cachoeira” ameaçou escorrer pelos dedos dos seus membros as cortinas desceram: esse ponto foi alcançado quando a oposição, capitaneada pela dupla PSDB/DEM, aprovou a oitiva de um tal Adir Assad, havido como transeunte nas ruas da situação, e em alguns becos da oposição.

O PSDB forçou a oitiva de Assad como cunha para negociar a blindagem do governador de Goiás, Marconi Perillo. O PMDB aproveitou o gancho para pendurar a blindagem do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral e o PT, para relaxar, negociou a blindagem do governador do DF, Agnelo Queiroz.

E assim, antes que fizesse rebojo, acabou a “CMPI do Cachoeira”.

> O rei dos Laranjas

Mas eis que a ISTOÉ iluminou o “Propinoduto Tucano”, que hibernava no escuro. O PSDB intuiu que o furo teve as digitais do PT e resolveu apresentar ao mundo o engenheiro Adir Assad.

A capa da Veja caprichou nas tintas: “O rei dos laranjas. Como Adir Assad ajudou grandes empresas brasileiras a repassar 1 bilhão de reais em propinas a políticos e caixa dois de campanhas eleitorais”.

A matéria apresenta Assad como o “homem que faturou 1 bilhão de reais com uma rede de empresas que não existem mas oferecem um serviço muito valioso: corrupção e financiamento clandestino de campanhas eleitorais.”.

> Monitoramento

Desde 2007 o COAF reportava à Receita movimentos incompatíveis com o perfil das empresas que Assad controlava. Ainda, as empresas que lhe pagavam eram 90% contratadas do Governo Federal.

Segundo a Veja, entre 2006 e 2013 as empresas de Assad faturaram R$ 1 bilhão, pagos por 134 clientes, mas ninguém sabe, e nem viu, as obras ou serviços prestados para recebimento dos valores abaixo:

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Outra bizarrice das empresa de Assad: logo após depositados, os valores eram sacados em espécie.

> Ligações perigosas

Assad foi citado por Fernando Cavendish, ex-dono da Delta, em uma conversa gravada com autorização judicial, como um eficaz operador de dinheiro “por fora”. Foi nessa conversa que Cavendish gabou-se que bastava botar 30 milhões na mão de políticos, que era convidado “para coisas para c...". De de fato Cavendish foi convidado não só para o “c”, como para o “a” e o “b”.

Outra coincidência: uma das empresas de Assad, a Sigma Engenharia, foi vendida a Cavendish que, imediatamente, contratou os serviços de consultoria de José Dirceu.

> Suspeitas

O Ministério Público e a PF suspeitam que as empresas de Assad formavam um propinoduto: uma ponta espetava-se nas empresas prestadora de obras e serviços ao Governo Federal, e na outra ponta políticos e funcionários públicos. Claro que Assad cobrava a sua “taxa de administração”, ora pois.

E como dizia o meu pai, como “quem parte e reparte e fica com a menor parte ou é besta ou não tem arte”, a Veja insinua que a maior parte do que trafegava pelo propinoduto ficava com alguns seres genuflexos ao Planalto.

> Gente graúda

Informa a Veja que “na semana passada, ficaram prontos os primeiros laudos contábeis do inquérito da Delta” e, omitindo nomes que lá devem estar, a revista manda recados: "É um caso muito sensível que pode respingar em muita gente poderosa".

E mais recados: a JBS Friboi pagou, em 2010, na “véspera da eleição”, R$ 1 milhão a Assad, e a usina São Fernando Açúcar e Álcool desembolsou 3 milhões de reais para Assad em 2011. E daí? É que, segundo a Veja, o dono da JBS é “amigo do peito do ex-presidente Lula” e a o dono da São Fernando vem a ser compadre de Lula.

> Muito trabalho

A Veja perguntou a Assad qual o segredo do seu sucesso meteórico. Assad respondeu que não podia falar “porque o caso corre em segredo de Justiça”, mas o que ele podia dizer é que “trabalhava muito”.

É verdade: sacar R$ 1 bilhão e transporta-lo alhures, deve dar muito trabalho.

4 comentários:

  1. Francisco Márcio18/12/2013 13:40

    Singelamente, isso é somente, o início do novelo. E não há quem resista, seja em Brasília, no Pará ou alhures. Nao é Excelência?

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    1. Dependendo da lente de aumento, nem o papa, pois a moral do mundo se resume a apenas três grandezas: gênero, número e grau.

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  2. Parsifal, sabe como descobri que a polícia civil está em greve? Pela manifestação covarde realizada na Nazaré. Prejudicando todos nós. Isso é terrorismo.

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  3. No caso do Brasil é DEGRAU deputado!

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