09/10/2013

Ex-diretor da Petrobras declara que Eike Batista pode ter tido informações privilegiadas

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O ex-diretor de energia e gás da Petrobras, Ildo Sauer, é impiedoso com Eike Batista e com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Sauer rememora que, em 2007, a OGX arrematou 21 blocos de óleo quando tinha apenas “alguns meses de existência”, o que foi desconsiderado pela ANP, que a habilitou ao certame.

> Informações privilegiadas

"A empresa pode ter tido acesso à informação privilegiada sobre modelo geológico e reservas potenciais nos blocos”, diz Sauer, insinuando que Eike pode ter fraudado os certames.

Mas a esperteza de Eike lhe foi o cadafalso, pois ele tinha informações apenas da quantidade do petróleo nos poços, e foi temerariamente precipitado ao propagandear, em sucessivos fatos relevantes, que em curto tempo o óleo jorraria, o que fez as ações da OGX valerem bilhões antes de verter uma única gota.

> Precipitação ou má fé?

As prospecções executivas, nas palavras de Sauer, revelaram que “o petróleo era pesado, muito viscoso, e um reservatório com matriz fechada”. Essas singularidades dificultam a exploração até para empresas com vasta experiência no ramo.

Se procedidas as afirmações, Eike passaria de um empresário em petição de falência a um fraudador de mercado, pois a OGX não comunicou as dificuldades ao mercado, e a publicação dos fatos relevantes é uma imposição legal para proteger os acionistas que, com base neles, tomam decisões de comprar ou vender as suas posições.

Ao contrário, tudo o que se via era Eike publicando sucesso, talvez à espera de um milagre que afinasse o óleo e abrisse a matriz dos poços, para que, enfim, ele pudesse entregar em um barril o que vendia na bolsa.

> CVM relapsa

E ai Sauer vai para cima da Comissão de Valores Mobiliários (CVM): "aonde estavam os órgãos reguladores para fiscalizar estes anúncios?".

Sim, a CVM não cuidou de verificar a veracidade da propaganda da OGX, e foi relapsa com os investidores que ela deveria proteger com expediência.

"Foi uma aventura que abalou a confiança no sistema regulatório de petróleo e no mercado de capitais. É uma situação constrangedora que deve passar por investigação do Senado, Ministério Público e até da polícia", vaticina Sauer.

A ANP se defende dizendo que a declaração de comercialidade do campo é unilateral, ou seja, se eu resolver criar a Parsifal Petróleo Paraense e declarar ao mundo que tem petróleo no meu quintal, a ANP toma isso como verdade e eu já posso ir vender as ações da PPP na bolsa, pois a CVM, idem, não vai me incomodar.

Vou passar um bom tempo para concluir se Eike Batista é um gênio ou se quem acreditou nele é um bando de idiotas.

3 comentários:

  1. Alguém tinha dúvidas quanto a isto? Ele é filho de Eliézer Batista!

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  2. Oue tal criar a empresa "PQP: Parsifal Querosene Paraense. Só para lamparinas."

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    1. Inclusive eu sou um colecionador de lamparinas: eu seria o maior cliente da minha própria empresa.

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