07/09/2013

Sinfonia de Paris

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Abilio Diniz capitulou: decidiu deixar a presidência do conselho do Pão de Açúcar em troca de 7% das ações da empresa fundada pelo seu pai Valentim Diniz, em 1948.

Ele continua sendo um dos maiores acionistas individuais do Grupo Pão de Açúcar, o maior varejista do Brasil, todavia, não mais terá ingerência na administração, pois a suas ações passam a ser PN (sem voto).

O acordo põe fim a holding Wilkes, que controlava o grupo, e a todas as disputas judiciais travadas entre Abilio e o francês Jean Charles Naouri, controlador do Grupo Casino, que agora passa a senhor absoluto do Grupo Pão de Açúcar.

Nos dias de hoje o capital não mais tem pátria, portanto, é pura pieguice minha ter sentido um quê de nostalgia ao constatar que o Pão de Açúcar não mais é uma empresa brasileira: mudou-se para Paris.

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E viva Paris!

2 comentários:

  1. Francisco Marcio07/09/2013 18:43

    Deputado, eu fico a pensar: o que leva um empresário economicamente robusto a fazer uma "parceria" dessa. E o pior, com 76 anos, envolvido nesse imbróglio.
    Restando a sua saída como solução. Será que mesmo com 76 anos, nós não temos a noção que a vida é finita?

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    Respostas
    1. Quando o acordo de transferência de controle foi feito, em2006, foi ótimo para a expansão do Grupo, pois esse não mais conseguiria crescer sem a parceria do Cassino, e Diniz deve ter imaginado que, até 2013, quando teria que cumpri - lo, poderia encontrar uma saída para permanecer no comando.
      Foi quando armou a espetacular estratagema de adquirir o controle do Carrefour. Mas o problema do esperto é achar que ele é mais sabido que aquele que está do outro lado da mesa.
      Naouri é uma máquina lógica (ele é pós doutorado em matemática pura) e arrematou o intento de Diniz, que era com a compra do Carrefour, alavancar a volta ao controle da Wilkes, que uma vez alcançada lhe entregaria de volta o controle do Pão de Açúcar.
      Naouri, usando o seu poder de veto, barrou um ótimo negócio (com o Casino e o Carrefour juntos ele teria o controle do varejo na França), mas que era melhor ainda para Diniz, que manteria a empresa que o seu pai fundou.
      Daí pra frente, Naouri não mais confiou em Diniz e dificultou - lhe a vida no board, a ponto de, para afasta - lo definitivamente, pagou a maior as ações que Diniz tinha a ponto de deixá - lo com 7% de todo o grupo.
      Diniz ficou uns R$ 2 bilhões mais rico, mas perdeu o que o seu falecido pai começou há 65 anos.

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