15/08/2013

Precisando desesperadamente

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Só se for na marra. Sem coquetéis molotov voando pelos céus de Brasília, qualquer arremedo erigido pelo Congresso Nacional não passará de chuva no molhado: eles já esqueceram que ontem o povo foi às ruas “contra tudo isso que está aí”.

Alguns nem perceberam o movimento. Outros pensam que ainda há muito tempo “antes de voltarem aquelas ondas”. 

9 comentários:

  1. Mais um a filósofo, pensamento coxo, o que precisamos é justiça e não juízo comprado.
    Políticos sem moral geram partidos imorais, vamos mudar isso como? Com reforma politica???? Isola cara... temos um merd.... no stf

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    1. Você contribuiria muito se propusesse algo à sugestão do ministro. Apenas detratar quem sugere e atirar mais lama ao políticos também não é uma solução e em nada ajuda o debate proposto.

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  2. Esse novo ministro, para mim, foi uma grande decepção.
    Todos sabem o que precisa ser feito. Até os jovens com menos de 24 anos (a grande maioria das manifestações de junho), destituídos da erudição pernóstica desse ministro.
    O grande problema deste país é que poucos sabem como fazê-lo.
    Os que sabem, infelizmente não tem a audácia dos canalhas e, por este motivo, não fazem parte da caterva dos governantes e, por isso, não tem poder de decisão.

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  3. Parsifal;

    É muito difícil alimentar otimismo em relação à política no Pará. Tudo o que tenho visto até hoje invariavelmente é estelionato eleitoral, bandidagem, e odiosa impunidade. Nos meus momentos de abstração da dura realidade, comento com colegas de trabalho que eu gostaria de disputar um mandato e transportar para dentro da ALEPA essa imponderável realidade; virar um corpo estranho, evitado até mesmo pelos dirigentes da legenda pela qual tivesse sido eleito; um desafiador inflexível e improdutivo; um caso de unanimidade no processo de cassação. Mas eu me sentiria feliz por dizer não, não, não, não...

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    1. Infelizmente, no atual sistema eleitoral, não é possível fazer isso: os parlamentares estão obrigados a obedecer às deliberações partidárias ou podem ser acionados judicialmente por infidelidade partidária, depois que o STF decidiu que o mandato pertence ao partido.
      A única forma de ser completamente independente seria se a legislação eleitoral permitisse candidaturas avulsas e apartidárias, como ocorre nos EUA, mas que é muito difícil de se efetivar, pois o candidato avulso e apartidário precisaria , sozinho, fazer o coeficiente partidário.

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  4. Parsival, toda e qualquer sugestão ou mudanças no sistema eleitoral não vai resolver a questão. Vamos fazer uma reforma na ética, na moral desses partidos? Que são comandados por quem? Pessoas sérias, sem processos julgado.
    Vamos julgar, julgar políticos sem piedade!
    Obrigação da justiça é limpar,expurgar políticos corruptos.O mensalão tem 7 anos, e SUDAN quantos?
    O bode "fedor" não está na reforma politica, mais sim na justiça comprada, isso é que tem que mudar.
    E O POVO SABE!

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    1. Observe que a política, e nenhuma profissão no mundo, não tem como fundamento comportamental a ética pura e sim a ética substantiva, ou seja, aquilo que está determinado nos respectivos códigos de ética, que, se fossem seguidos, estaria resolvido o problema. Portanto, não é necessário uma reforma ética, pois os códigos de ética são perfeitos.
      A questão moral, sim, define comportamentos, mas, idem, não é possível fazer "reforma moral", pois a moral, filosófica e socialmente, se forma historicamente de acordo às mais diversas características de um povo ou nação. Os desvios morais não são características dicotomísticas de uma classe e sim parte considerável de um todo.
      A questão moral é nacional e não restrita aos políticos e só teremos políticos que se conduzam de maneira moral ilibada, portanto obedecendo todos os pontos do Código de Ética das Casas parlamentares, quando o conjunto eleitoral se conduzir por moral similar.
      Resumindo: o político não vira corrupto porque foi eleito. Os eleitores é que elegeram um corrupto. E se a moral nacional tem um alto grau de contaminação de desvio, os componentes das instituições, que saem do seio do povo, também terão os mesmos desvios.
      A Reforma Política não é a solução para os desvios morais da política, pois como dito acima, a questão é mais profunda, mas a mudança no sistema de assessão política, tornando o processo menos restritivo, ajudaria a melhorar a representatividade.

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  5. Um Magistrado jamais poderá dar um veredito baseado em manifestações populares, pois nem sempre as reivindicações postas nas ruas estão alinhadas com o sentimento da populaçao que de alguma forma não foram às ruas. Em um julgamento histórico deu-se ao povo o poder de decisão, e Jesus foi crucificado.

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    1. O ministro não deu decisão alguma baseado em manifestações populares. A frase foi retirada de um comentário feito durante o julgamento e não guarda nenhuma relação com o que estava sendo julgado.
      Em uma democracia é o povo que decide tudo. Como não é possível juntar todos em uma praça para decidir, surgiu o sistema eleitoral direto, na qual o povo transfere a sua representatividade, mas mantém o poder que dele emana.
      Quando os representantes se afastam dos representados, surge a ilegitimidade e é hora do povo toma-la de volta e entrega-la a quem não lhe dê as costas.
      Os juízes, assim como os parlamentares, são representantes do povo nas comarcas e tribunais assim como os deputados nos parlamentos.

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