14/08/2013

Moramos em um cometa que viaja pelo infinito

Shot003

A foto acima é do sistema solar, onde está a Terra, que se desloca em uma órbita imprecisa pela Via Láctea.

A imagem foi pixelada com os dados coletados pelo satélite IBEX (Interstellar Boundary Explorer) da NASA, que está, há três anos, estacionado a 200 mil km da Terra, mapeando as fronteiras do sistema solar.

Quando visto desse referencial, o sistema solar passa a ser um gigantesco cometa, com cauda e tudo. O IBEX, mapeando partículas de fora do sistema que com ele colidem, não só detectou a forma de cometa como determinou de que é composta a maior parte da cauda: plasma do vento solar e por um campo magnético que se estende para fora.

Se não ocorrer singularidades, o IBEX continuará fazendo esse trabalho por mais  mais uns 50 anos. Imagine o que já terá garimpado até lá.

4 comentários:

  1. Ismael Moraes14/08/2013 18:24

    Deputado, apesar de vc ser político, sempre achei que vc não era de outro planeta, mas com tanta informação estorde (vc conhece o nosso subdialeto marajoara?) comecei a pensar que sim. rsrsrs

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  2. Eu não sou estorde: apenas esforçado.

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  3. Parsifal;

    Me admira como existem tantos projetos espaciais (caríssimos) conduzidos pelos Estados Unidos, embora alguns em parceria com a agencia europeia, a agência italiana (em separado), com os russos, etc. Acho incrível acomodar todas essas despesas no orçamento americano, e o risco de não haver dinheiro para tal um dia, e o mundo inteiro ficar parado nestas atividades. Escrevi durante um tempo para um blog sobre esses e outros assuntos e escolhi entre tantos projetos aquilo que me parecesse configurar a conjuntura central: previsões, defesa, desenvolvimento de engenharia avançada e conquista de novos mundos.

    Acompanhei naquela noite, pela internet, numa página disponibilizada pela agencia italiana de pesquisa espacial as últimas órbitas do satélite BEPOX, que se tivesse mais um pouquinho de sustentação, poderia ter caído bem no meio da cidade de Belém. Ainda me lembro de uma nota rápida que o governo fez publicar na televisão, dizendo que a defesa civil "estava a postos". Só sendo. Assisti a matéria feita sobre os erros do foguete brasileiro (que me parecem bem escondidinhos), embora por tudo aquilo que vi no serviço público, não fica difícil adivinhar.

    Você que adora viajar, diga como seria bom entrar numa nave e conhecer vários lugares do nosso sistema solar. Ah se eu pudesse. No meu roteiro não poderia faltar uma estadia na lua Encédalo de Saturno, um mundinho de pouco menos de 500 km de diâmetro com cometinha plantado nele; na verdade um enorme gêiser que jorra no espaço cristais de gelo com sódio a centenas de quilômetros, que aos poucos vão se juntando de fora para dentro aos imensos anéis gelados de Saturno, como se fosse um pequeno grafiteiro desenhando aquela maravilha da natureza.

    Claro que Encédalo não está nos planos da NASA, mas sua vizinha a lua Titan sim, e um brasileiro participa deste projeto, eles dizem que se botar uma fonte de calor a vida vai se desenvolver nos seus oceanos gélidos de metano líquido, e mais, daqui a 400 milhões de anos, quando o sol expandir e se transformar numa gigante vermelha, Titan será um paraíso tropical com tudo o que tem de direito; e com a vantagem de poder pegar sol por várias horas com menos risco de câncer de pele.

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    Respostas
    1. Infelizmente não poderei ser passageiro em voos interplanetários, mas é um dos meus sonhos de consumo. Marte já me seria algo perto do bastante.
      Na verdade, os projetos espaciais dos EUA,além daqueles que você citou, pretendem dois pontos cruciais que fazem parte da doutrina estadunidense: estabelecer colônias para o caso de ser necessário um êxodo em massa da Terra e exploração econômica de planetas que possam conter minérios de qualquer natureza, mesmo aqueles que por ventura não sejam conhecidos, ou explorados na Terra.
      A corrida espacial, nesse ponto, assemelha-se à era dos descobrimentos em que se jogaram as potências do Velho Mundo, principalmente Portugal, Espanha e Inglaterra.
      Apesar do orçamento da corrida espacial tenha minguado nos países que a patrocinam, não creio que o poço seque, pois a fronteira espacial entrará na pauta definitiva das potências econômicas em no máximo 100 anos, o que, usando o relógio da história, é amanhã.

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