19/08/2013

Escritório da esposa de Sergio Cabral advoga para empresas pertencentes ao governo

Para continuar tirando a sardinha da brasa do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), a Veja dessa semana posta matéria sobre o “crescimento no faturamento do escritório Coelho & Ancelmo Advogados Associados”.

> Tudo em casa

O escritório, que pertence à esposa do governador, advogada Adriana Ancelmo, levantou o seu faturamento anual de R$ 2,1 milhões em 2006 (ano em que Cabral se elegeu governador),para R$ 9,5 milhões, em 2012.

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O específico nisso é que, de 2006 a 2012,  60% do faturamento vêm de empresas cujo controle direto, ou indireto, é do Estado do Rio de Janeiro, como o “Metrô Rio”, concessionária estadual do metrô.

Comenta o deputado estadual do Rio de janeiro, Luiz Paulo (PSDB):

“Há no mínimo uma competição desigual, porque outros escritórios não têm a relação de proximidade com o governo que ela tem. Não podemos esquecer que estamos falando de concessionárias do estado. Ninguém pode impedir ninguém de exercer sua profissão, mas o que se está discutindo é uma concessionária contratar uma advogada que é a primeira-dama”.

E acrescenta a deputada Janira Rocha (PSOL-RJ):

“É, no mínimo, uma imoralidade a primeira-dama ter relações profissionais com concessionárias do estado. O favorecimento está claro. E isso tem que ser apurado em uma CPI”.

> OAB diz que é legal

A OAB, suscitada sobre o assunto, respondeu que “não viu ilegalidade no fato de Adriana ser sócia de um escritório de advocacia que tem entre seus clientes empresas relacionadas ao governo”.

A OAB não deixa de ter razão: a esposa do governador advogar para empresas sobre as quais o seu marido tem poder de mando, é super legal. Para ambos, marido e mulher.

9 comentários:

  1. Pode ser legal. Mas é ético? Ou deixemos para lá?

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    1. Nem legal e nem ético. Sob o ponto de vista jurídico é tráfico de influência; sob o ponto de vista profissional é captação preferêncial se clientela. Mas sob o ponto de vista pessoal é deixemos para lá.

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  2. Recursos que sangraram dos dois lados: Governo e DELTA. Deu até pra comer em restaurantes finos e comprar sapatos caríssimos em Paris. Transporte para os filhos não é problema, tem helicóptero pra levá-los para passear. E o povo do Rio morrendo soterrado ou assassinado pela polícia truculenta e milícias.

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  3. Dep. Parsifal em Rondon do Pará acontece cada coisa. Veja só a Prefeita vem protelando te todas as formas e jeito para não ser julgada pelo juiz Dr. Gabriel, por crimes eleitoral que ela cometeu, por teve negado liminar no TSE. Agora de repente não mais que de repente as véspera das oitivas a promotora se julga suspeita em participar das oitivas, detalhe ela nem chegou a Rondon. Corre a boca miúda que isso é mais uma manobra pois a irmã da prefeita é promotora em Marabá, e que a pedidos houve a substituição da promotora em cima da hora. isto não cheira entranho, não bastasse a questão do Mancipor, será o MP também entrou no jogo. Por favor dê uma olhada por nós, povo sofrido e oprimido. TAMBÉM SOMOS DO PARÁ.

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  4. Segundo a revista VEJA ele chama a mulher, carinhosamente, de "minha riqueza"

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  5. Dr. Parsifal, é as mulheres mandando, fazer o que? Em Parauapeebas votamos e elegemos um prefeito e ganhamos uma prefeita. Glaucia Araujo Morgado (Glaucia Furacão), é a dama que manda e desmanda no desgoverno aqui. Será que ela é parente do dep. Morgado? Dr. e o Ofício?

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  6. Enquanto isso a Folha de São Paulo publica hoje o que pode ser furo na REDE :

    " A Justiça Eleitoral identificou indícios de fraude e irregularidades na coleta de assinaturas em São Paulo para a criação da Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva. O Ministério Público Eleitoral e a polícia foram acionados em quatro municípios do Estado.

    Os procedimentos foram solicitados em casos em que as assinaturas apresentadas nas fichas de apoiamento não correspondem ao registro dos eleitores nos cartórios.

    Em nota, o partido afirmou que tomou "todo o cuidado" no processo de coleta e que os problemas podem ter sido provocados pela falta de parâmetros dos cartórios na certificação dos apoios.

    A ex-senadora tem criticado publicamente a demora e o critério adotado pelos cartórios para a certificação das assinaturas de apoio.

    Em Ourinhos, no oeste paulista, ao menos dois eleitores que aparecem na lista de apoiadores da legenda foram procurados pelos cartórios eleitorais da cidade e declararam não ter assinado nenhuma ficha do partido.

    O processo foi enviado pelo juiz Cristiano Canezin Barbosa ao Ministério Público "para apuração de eventual ilícito eleitoral".

    Segundo o promotor responsável, Marcos da Silva Brandini, foi instaurado inquérito policial para definir se as assinaturas são verdadeiras. "Terá de ser feito o exame grafotécnico para confirmar se as assinaturas são ou não dos eleitores", disse.

    Na cidade, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, a Rede apresentou 192 assinaturas, das quais 112 foram certificadas.

    Em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, o juiz eleitoral foi informado por um cartório da "existência de indícios de fraude" na ficha de um eleitor. O caso foi enviado ao Ministério Público Eleitoral e à delegacia de polícia.

    Os outros dois casos aconteceram em São Bernardo do Campo e em São José do Rio Preto. Nessas cidades, os juízes remeteram os processos de certificação à Polícia Federal para apuração. Os despachos determinando a investigação não especificam o motivo do envio.

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  7. Se é legal ou ético não somos nós que vamos julgar!! Vamos deixar que a justiça veja isso e aí todo mundo vai ver que não tem ilegalidade nenhuma!Se a mulher do Sérgio Cabral é de um escritório de advocacia que está ligada ao MetrôRio e outras empresas, não quer dizer que eles estejam roubando!

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  8. Desde quando comprar sapatos caros e jantas em bons restaurantes quer dizer que esse dinheiro vem de fontes ilícitas? O governador Sérgio Cabral certamente ganha muito bem! Não se pode dizer que o dinheiro que ele fez essas coisas foi o dinheiro das obras do Rio ou de melhorar o preparo da polícia.

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