11/08/2013

Época: as denúncias do operador do PMDB na Petrobras

Os cardeais da política nacional abriram cedo as respectivas artilharias. E como ninguém toma chegada, é sinal que a pólvora nos paióis foi auferida do espólio da viúva.

> O Propinoduto da Petrobras

Como em política não há cal suficiente para caiar todos os túmulos, a “Época” desse final de semana estampa as delações de João Augusto Henriques, que confessa ter operado, na Petrobras, para os “deputados do PMDB de Minas Gerais” e para a “campanha presidencial da presidente Dilma Rousseff”.

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> Sobrevivência

Os esquemas têm a capacidade de sobreviver às mudanças de comandos: João Henriques entrou para a Petrobras na gestão de FHC, levado por Benjamin Steinbruch (CSN) a Tasso Jereissati (PSDB).

Quando o reinado tucano se finou na República, o esquema montado por Henriques foi herdado pelo PT-PMDB 

> Conexão Buenos Aires

Segundo a “Época”, um contrato assinado em 2009, em Buenos Aires, garantia ao ex-deputado Sérgio Tourinho uma comissão de US$ 10 milhões para que esse conseguisse convencer a Petrobras a vender a refinaria de San Lorenzo, por US$ 110 milhões.

Tourinho seria a ponte para João Augusto Henriques, que por sua vez reportava-se a Jorge Zelada, diretor internacional da Petrobras, indicado pelo PMDB mineiro.

> Pedágio e partilha

Segundo João Augusto Henriques “todos os contratos na área internacional da Petrobras tinham de passar por ele, que cobrava um pedágio” e “60% a 70% do dinheiro era repassado, sobretudo, à bancada mineira do PMDB na Câmara Federal”.

Delatou, ainda, que “o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-AL), também estavam na partilha".

Dois nomes da bancada mineira do PMDB surgem na reportagem: Antonio Andrade, atual ministro da Agricultura, e o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, João Magalhães.

> Dois andares

Segundo João Augusto, a propina teria dois andares: o andar de baixo, cujo ascensorista era o PMDB, e o andar de cima, cujos botões eram, por suposto, premidos pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, do PT, que repassava parte dos valores para o secretário das Finanças do PT, João Vaccari, que chegou a receber “o equivalente a US$ 8 milhões durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010”.

> Nego

Da mesma forma que os acusados do “Propinoduto Tucano” negam veementemente as denúncias, os acusados por João Augusto se dizem caluniados.

Para ler a reportagem completa clique aqui.

13 comentários:

  1. Parsifal, pelo menos em uma coisa eu te admiro. Tu não coloca podre nem do teu partido pra debaixo do tapete. Acho que todos os políticos deveriam mudar. O grande favor que o povo faria ao Brasil seria não reeleger ninguém, pois assim pelo menos até os que forem eleitos montarem seus esquemas o Brasil dá uma respirada.

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  2. Ranário pulando de galho em galho...nenhuma novidade na corrupção operada, desde o inicio da República ranário sempre presente!

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    1. Você já tentou uma ajuda psiquiátrica para tentar curar a sua fixação por rãs? A postagem trata de corrupção na Petrobras, com a bancada mineira do PMDB e você me vem com a corrupção tucana no Pará com o caso CERPASA?

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  3. Todos iguais! Todos bandidos! Cadeia nelles!

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  4. Qua qua qua qua.

    Já te disse : OPmdb é pior do que o Psdb.

    qua qua qua.

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    1. Tem alguém aqui apostando que é pior? Sempre deixei muito claro a minha opinião a respeito de partidos políticos: todos são farinha do mesmo saco e mandioca da mesma feira.

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  5. João Farias11/08/2013 19:25

    Parsifal, agora eu quero ver, se a Globo vai dar destaque à essa denúncia involvendo os parceiros, PT/PMDB.As declarações desse João Augusto, parecem ter consistencia. Vamos ver o que vai acontecer daquí pra frente. Eu e o povo que acompanha o círio de Nazaré, estamos de olho.

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    1. Foi a Globo que fez a denúncia. A revista Época é de propriedade da Rede Globo.

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  6. O estranho é que todos roubam e ninguem vai para a cadeia.

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  7. Ismael Moraes11/08/2013 22:32

    Deputado, ainda que possa algumas vezes divergir das suas análises, sempre me chama a atenção a sua parcialidade confessa, o que também confere credibilidade, quando é o caso, e, o que é mais presente ainda, a sua amiúde imparcialidade, como nesta postagem.
    Diferente de vc, a Revista Veja está cada vez mais depravada na sua parcialidade em favor dos tucanos e a sua virulenta agressividade ao PT. Na edição desta semana, que acabo de ler, deparei como ela omite o envolvimento - que é até a medula - dos tucanos no propinoduto denunciado pela própria Siemens, e o quanto ela sensacionaliza acerca de observações que o ministro Ricardo Lewandvski fez na esfera administrativa do TSE, sendo que ela ´ro´ria destaca observações rigorosas desse magistrado à analista do tribunal responsável por dar parecer em prestações contas da presidente Dilma.
    É simplesmente vergonhoso o que essa Revista está fazendo, praticando um jornalismo insincero e sem qualquer isenção para permanecer credenciada como a revista que um dia foi.

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    1. É que, meu caro Ismael, a parcialidade confessada acaba sendo imparcialidade, pois está claro ao leitor que não há subterfúgios nas postagens.
      Faço questão, ainda, de desvelar as mazelas do meu partido, para sempre sustentar que o Brasil precisa de uma reforma política e administrativa que torne menos fácil essas práticas que todos praticam para lograr exito em eleições.
      Faço, ainda, questão de sustentar com isso que o financiamento público de campanha já existe e faríamos um favor à República se o institucionalizássemos e nele colocássemos rédeas.
      A Veja, há muito, faz uma linha veladamente parcial, o que é um desserviço ao bom jornalismo, mas cada vez mais os leitores adquirem leitura crítica e cada vez mais os veículos de comunicação aprenderão que a parcialidade não é um problema, desde que confessada na linha editorial.

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  8. "A bilionária roubalheira da bandidagem tucana



    Um ‘coxinha’ típico pode se indignar com a corrupção. Mas qual? Talvez até do caso Siemens, do metrô tucano. Onde o promotor estima que podem ser bilhões desviados. Infelizmente, corrupção tucana, mal ou ainda não apurada, é mato! Para não ir muito longe, citemos apenas alguns casos. O caixa 2 de FHC de 1998, onde já tinha Alstom. A Lista de Furnas, caixa 2 tucano de 2002. O mensalão do Azeredo/MG, verdadeiro pai do mensalão, de 98 também. Recordemos.

    Em 2000 apareceram planilhas do caixa 2 da reeleição de FHC - PSDB, em 1998. Nelas já constavam os nomes do hoje indiciado Matarazzo, então arrecadador de campanha, e de empresas do grupo Alstom. Logo, o escândalo é antigo, e nacional. A Folha diz na reportagem que “a investigação sobre as planilhas do caixa dois nunca foi adiante porque a Justiça não autorizou a quebra de sigilo”. A Justiça, portanto, não quis, já que ela é feita por pessoas, que têm vontades.

    A Lista de Furnas surgiu na mesma época do chamado “Mensalão”, 2005. No caixa 2 do PSDB de 2002 estão citados nomes e valores (milhões) para Serra (presidente), Alckmin e Aécio (governador), o próprio Azeredo do mensalão tucano para senador entre muitos outros. Periciada, autenticada, a lista aguarda providências jurídicas: apurações, condenações, ressarcimento aos cofres públicos. Com a palavra, a Justiça e suas vontades.

    O Mensalão do Azeredo, mineiro, é da eleição de 1998. Antes, portanto, do suposto e jamais provado, embora julgado e julgando, mensalão do PT. Dizem será julgado em 2014. Porém, um dos citados como tendo recebido dinheiro é o ex-presidente do STF, Gilmar Mendes. O mesmo que soltou Daniel Dantas duas vezes num fim de semana. Daniel Dantas cuja participação na AP 470 foi desmembrada, em outro processo, o 2474. Que corre em segredo de justiça graças a Joaquim Barbosa.

    Toneladas de material até antigo para publicar sobre o PSDB a mídia tem. Mas... O tempo passa, a mídia “esquece” o que ela mesma publica, a Justiça engaveta, prescreve, “não vê indícios”, arquiva. E assim caminha a humanidade. Joaquim Barbosa compra apê em Miami via off shore, assiste jogos do Brasil no camarote do Luciano 'Hulk', da Globo, que contratou seu filho. Ayres Brito faz prefácio de livro de Merval, é homenageado pela Globo e tudo.

    O que fica claro, de todos estes fatos, é que para avançar na Democracia é urgente reformar e moralizar a Justiça. Bem como a grande mídia monopolizada. Enquanto houver esta proximidade suspeita entre partidos políticos, particularmente o PSDB, Justiça e mídia, a Democracia no Brasil vai continuar correndo sérios riscos."

    (Rodrigo Penna)

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  9. E o que falar da ORM AIR

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