04/08/2013

Altemar Dutra

Nascido em Minas, em 1940, Altemar Dutra iniciou a carreira em uma rádio no Espírito Santo, de onde partiu para o Rio de Janeiro com uma carta de apresentação ao compositor Jair Amorim, que o misturou ao meio artístico.

Em 1963 Altemar já cantava no “Boleros Dentro da Noite”, da Rádio Mundial. Em 1964 gravou, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, “Tudo de mim”: sucesso imediato.

Em 1964 tornou-se conhecido em toda a América Latina ao gravar um LP com o afamado bolerista Lucho Gatica. O LP vendeu mais de 500 mil cópias. Em 1969 era um dos intérpretes preferidos dos latinos residentes nos EUA.

> Em Tucuruí

A efervescência da construção da maior hidrelétrica nacional levou à Tucuruí vários artistas nacionais. Em 1979 conheci Altemar Dutra em Tucuruí.

De todos os que passaram pela “Boate do Zezé”, Altemar foi o boêmio mais inveterado que conheci. Lá pelas 3 da madrugada, ao final do show, ao invés de se recolher, ele exclamou ao Zezé: “acabou o trabalho, agora eu quero me divertir”.

Eu, o impagável “nego Muniz”, já ido, o Zezé e mais algumas pessoas, fomos ao único boteco aberto àquela altura da madrugada: uma palafita que ficava na “Ilha do meio”, em frente à cidade.

Com o seu inseparável violão, Altemar amanheceu cantando. Éramos uma audiência privilegiada: o show que ele dava de graça foi muito melhor do que aquele pelo qual recebeu. Contava a história de cada música que cantava, valendo-se, quando não se lembrava de datas ou episódios, de uma moça que o acompanhava. Não faço ideia quem era a moça, mas poderia ser a sua esposa, a também cantora Marta Mendonça.

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> Morreu no palco

No crepúsculo de 1983, quando abri o jornal, deparei-me com a notícia da morte de Altemar. A ceifadora o levou cedo: aos 43 anos. Ele se apresentava no clube noturno "El Continente", em Nova Iorque, quando um derrame cerebral o golpeou de morte. Como o Tim e a Cacilda Becker, morreu em grande estilo.

Não é possível escolher o mais belo dentre os maiores sucessos de Altemar, mas para mim uma das suas melhores interpretações foi a versão do bolero de Lorenzo Barcelata, “Maria Helena”, que ele gravou com “Los Mariachis”. Observem como a voz dele transborda no ambiente quando ele entra:

3 comentários:

  1. Francisco Márcio05/08/2013 20:34

    Deputado, nessa época Vossa Excelência já era abstêmio?

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    Respostas
    1. Nasci e vou morrer abstêmio. E todos os meus grandes amigos, de infância ou não, bebiam, ou bebem, todas, portanto, a certa altura, eu era, ou sou, o único sóbrio na mesa.
      Não sou abstêmio por questões morais ou religiosas, mas por questão de gosto: qualquer pitada de álcool para mim tem o paladar de fel e rícino juntos. Cerveja, então, prefiro purgante de mamona ou óleo de fígado de bacalhau, com gelo e leite moça.

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