14/08/2013

Alckmin afirma que o cartel de São Paulo se espraiou pelo Brasil

Reporta a “Folha” que cinco das empresas investigadas pelo CADE no “Propinoduto Tucano” receberam, desde 2003, ao “menos R$ 401 milhões (valores atualizados) de estatais ferroviárias do governo federal” e apenas a Alstom (ela está em todas) e a CAF têm a receber R$ 425 milhões.

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Como quem faz uma canoa faz uma jangada a “Folha” sugere que o mesmo esquema pode estar dissipado por toda a República, onde o cartel se faz presente.

> Multipartidarismo

Verificou a “Folha” que a CBTU opera em Minas Gerais (PSDB), Pernambuco (PSB), Alagoas (PSDB), Rio Grande do Norte (DEM) e Paraíba (PSB), e a Trensurb, no Rio Grande do Sul (PT). Fortaleza e Salvador, por exemplo, receberam da União R$ 2 bilhões para os seus respectivos Metrôs.

> Excremento no ventilador

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) tenta limpar os seus trilhos. Depois de ter conseguido acesso à documentação entregue pela Siemens ao CADE, convocou uma entrevista coletiva (os tucanos adoram entrevistas coletivas. Eu também: a gente se sente importante) para espargir excrementos em deus e o mundo.

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Alckmin afirmou que as irregularidades não se restringem a São Paulo: "Quero também recomendar a meus colegas governadores e ao governo federal, porque não houve cartel só aqui em São Paulo, uma investigação rigorosa em contratos de transporte e energia, para que nenhum ente federativo seja lesado por conluio entre empresas."

Em processos, assim como em viagens, os precavidos sempre se fazem à ilharga de boas companhias, para somar esforços se o ambiente sair das CNTP (Condições Normais de Temperatura e Pressão).

6 comentários:

  1. Parsifal, não foi somente o PSDB que fez estas barbalhidades como prova este inquerito. Como em politica vale tudo voce queria que o Governador de S. Paulo levasse a culpa sozinho?

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    1. De jeito algum. Quem cometeu as suas respectivas tucanidades que por elas responda. Infelizmente a maioria vai se safar, mas esse é um processo que o Brasil começa a experimentar. Creio que os nossos filhos deixarão aos seus um Brasil muito melhor do que estamos deixando a eles.

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    2. Quando alguem derruba uma arvore vai preso, quando mata alguem fica em liberdade aguardando julgamento. Coisas como estas mostram que o nosso País não é serio. Vide a politica!

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  2. Como começou o escândalo da propina tucana?

    Em maio deste ano, a Siemens teria feito denúncias ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o órgão antitruste do governo federal. Em troca de punições menos severas, a empresa teria reconhecido que pagou propinas a autoridades de diferentes governos do PSDB em São Paulo e que teria formado cartel com outras empresas, como Alstom, Bombardier, CAF e Mitsui.

    As fraudes aconteceram em licitações públicas para venda e manutenção de metrôs e trens metropolitanos durante os governos de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, em São Paulo, nos anos 1990 e 2000.

    Segundo as denúncias publicadas pela revista IstoÉ, a Siemens subcontratava empresas no Brasil para pagar propinas a políticos e diretores de empresas públicas. Outra vertente do esquema usava contas no exterior, em paraísos fiscais.

    Outra acusação é referente à formação de propina. As multinacionais combinavam entre si quem ganharia e quem perderia concorrências públicas em mais de 30 países, para conseguir forçar os preços a serem superfaturados. Esse esquema teria sido usado nos metrôs de São Paulo e Brasília.


    Quatro órgãos diferentes estariam envolvidos nas investigações: Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual de São Paulo e Polícia Federal.


    Na Alemanha, a Siemens foi condenada em 2006 por pagamento de propina a autoridades no exterior e multada em mais de US$ 1,4 bilhão. O escândalo foi um dos maiores da história corporativa do país.

    Algumas das investigações começaram no Brasil a partir da denúncia do pagamento de propinas a brasileiros feita à Justiça alemã em 2008 por um funcionário da Siemens.

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  3. Sei que não tem nada a ver com o assunto, mas achei interessante a como foram tratados pelas autoridades dois crimes de transito ocorridos em Belém neste ano:

    1) Motorista aparentemente embriago fura blitz na Pedro Alvares Cabral atropela e mata capitão da PM:indiciado por homicídio culposo e solto em menos de 24 h após pagamento de fiança de R$ 6.000,00;
    http://noticias.orm.com.br/noticia.asp?id=642054&%7Cpagamento+de+fianca+livra+acusado+de+matar+capitao+da+pm#.UgzcU5KbPog

    2)Motorista de ônibus bate em traseiro de carro que perde o controle atingindo duas motos e uma bicicleta resultando na morte do ocupante da bicicleta: motorista do ônibus indiciado por homicídio doloso e mantido pela justiça na cadeia desde do dia do crime. http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/08/acidente-na-av-almirante-barroso-deixa-um-morto-e-tres-ferido

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    1. De fato os tratamentos foram diferentes para um objeto, a priori, similares, mas a decisão de tranformar a prisão em flagrante em preventiva, ou estabelecer fiança (os delitos de trânsito são afiançáveis e há correntes que advogam que, em caso de serem preenchidos os requisitos da fiança, o juiz não pode nega-la)é do juiz.
      Não consegui acessar o segundo link, mas devo crer que foram juízes diferentes.

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