20/07/2013

Qual a política cultural do governo do Pará?

Artistas paraenses pintam o sete. Primeiro irromperam no palco do “Terruá Pará” e desancaram a opção - segundo eles feita pelo Estado - por eventos, em detrimento de uma política cultural.

Na quinta-feira (18), sentaram praça em frente ao Theatro da Paz para definir os passos do “Movimento Chega!”, cujo sonho de consumo é jogar o secretário de estado de Cultura, Paulo Chaves, no olho da rua.

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> Não impossível, mas improvável

Como o impossível é um lugar que não existe, o sonho dos “cheguistas” pode até virar realidade, mas a probabilidade é remotíssima: dizem os tucanos mais emplumados que Paulo Chaves é um dos imexíveis no governo.

Uma das vozes do “cheguismo” acusa que Paulo Chaves “representa todo o retrocesso que a cultura tem vivido esse tempo todo. Ele está há 20 anos no poder e não dialoga com a classe artística”.

> Apenas os melhores

Em comentários à postagem “Chega de ópera e Terruá. Democratização da cultura já”, alguns infantes do governo diagnosticaram que “esses artistas” são os que “ficaram de fora”. No “Terruá” só estão “os melhores” e para resolver o problema bastam “alguns DAS”.

> Frenologia no tucupi

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Os comentários têm um quê de "seleção artística frenológica". Resta saber quem é o Dr. Franz Gall do governo, que com a sua régua e compasso fica a medir os crânios dos artistas para determinar quem são os melhores. O “resto” ganha um DAS e aos que não sobrou DAS algum, resta inscrever-se no “Movimento Chega!”

> Explicações

Como o atual governo nunca foi questionado, ainda não consegue encarar questionamentos e discordâncias como parte do show, mas precisa descer do salto alto e saber que está obrigado a dar explicações, porque o dinheiro que lhe banca a ópera e o Terruá é público.

Afinal, qual a política cultural desse governo? Se ela existe, está na hora de explica-la, pelo simples fato de que os que não foram escolhidos e não têm DAS, querem saber.

13 comentários:

  1. Deputado nem todos conseguem o seu objetivo e estes protestos são encabeçados por gente avida por DAS. Nem todos passam em vestibular, nem todos são politicos para terem vida facil, nem todos são funcionarios do poder judiciário para ganharem bons vencimentos e por ai vai. Em tudo nesta vida só alguns sobem até o topo da pirâmide.
    O chôro é livre e porque não procurar chorar?

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    1. Você foi ao ponto. Alguns são selecionados pelo vestibular, outros, os políticos, pelo voto direto, outros por concurso público, outros pela competição aguerrida da vida.
      Quem selecionou os artistas que fazem parte do politburo do Estado? Quais os critérios da seleção?
      A política de Estado, meu caro, tem a obrigação de dar igualdade de oportunidade a todos e uma política cultural bem elaborada seria bem mais consequente que eventos com escolhas obscuras.
      Claro que o choro é livre, e ele quer saber por quem os sinos dobram na Secult. Se você souber nos conte.

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    2. Ilustre deputado , o senhor tem muita paciência com esses comentarios
      Retrógrados e de pouco raciocínio . O senhor e realmente um politico
      Que os outros deveriam se espelhar pela sua cultura.

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  2. Prezado Deputado Parsifal Pontes.
    Que bom se preocupar pela política cultural, mas....,

    E qual é a política industrial do Estado? aquela que contribui com o crescimento, geração de emprego...?

    N Ã O E X I S T E!



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    1. O governo, como, aliás, todos os governos, só tem uma política: o poder.

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  3. No alvo! Aliás desde muito voce contesta esse convescote privado do anfitrião Paulo Chaves. Inclusive aqui. Bem antes de ser 5.0

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  4. Mino Carta primeiro divulgador da Candidatura Dilma. Começou o processo de desconstrução da fracassada Gerente. A ver.

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  5. No tempo da Ana Julia o Puty era o encarregado de convidar quem estivesse descontente para um café requentado no Palacio. Lá davam aos mais furiosos DAS, foi assim com alguns Blogs, inclusive o VIC
    denominava a isto ABCB-Associação dos Blogs Chapa Branca e ai passavam a só elogiar a Mandatária. Porque o Governo não faz isto com esta gente que anda a azucrinar o Paulo Chaves por grana? Esta Associação a ser criada a sigla seria AACB - Associação dos Atores Chapa Branca e ai acabariam com estes pseudos protestos.

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    1. Eu já pensei assim como você. Que comprar com um DAS resolve tudo. Veja bem: você, um cidadão, está sugerindo que o seu governo seja corrupto porque o governo anterior era. Isso quer dizer que você aceita que os governos resolvam os seus problemas com corrupção. Você não acha que está na contramão de tudo que o Brasil deseja hoje?

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    2. Deputado,conceder DAS não é corrupção, dar DAS faz parte infelizmente do jogo politico e o Senhor certamente tem DAS em seu Gabinete. Verdade, verdadeira o que este pessoal quer na verdade é tumultuar tudo, outro dia ouvi um entrevistado dizer que estava protestando para baixar o preço do açaí e da farinha e estes atores estão fazendo a mesma coisa, protestam por protestar o Estado não pode beneficiar todos!

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    3. Da forma como você propõe, para cooptar pessoas, é a mais desbragada e desavergonhada corrupção. Os recursos do DAS (Direção de Assessoramento Superior), e qualquer outro recurso do erário não são para cooptar ninguém ou calar a boca de quem se coloca em oposição ao governo: isso é suborno e uma prática de corrupção claramente configurada e o governo que faz isso é tão corrupto quanto quem recebe o suborno.
      Nos gabinetes dos deputados não existe a figura do DAS. Os gabinetes têm uma verba funcional e empregam pessoas que, efetivamente, lhe assessoram no exercício do mandato.
      É outro equívoco seu dize que "esse pessoal quer na verdade é tumultuar tudo". Críticas, contraposições e pedido de explicações, em uma democracia, merecem reflexão, diálogo e fornecimento de explicações e quem não age assim ainda está achando que o Brasil vive uma ditadura. Democracia se exerce com participação.
      Não há problema algum em protestar para baixar o preço do açaí e da farinha, eles estão altíssimos mesmo e o brasileiro precisa despertar para não aceitar manipulação de preços sem saber exatamente o que os compõem.
      Não há a figura do "protestar por protestar". Quem protesta está insatisfeito com algo e se você, ou eu, não queremos ouvi-los porque nada temos com isso, o governo tem a obrigação institucional e constitucional de ouvi-los, dialogar com eles, explicar que não pode atende-los e porque não pode, e mexer até o último músculo para tentar fazer com que todos os seus programas e políticas deem igualdade de oportunidade a todos.
      Isso tudo é cansativo e complicado, mas tem um nome: democracia. E quem não tiver essa vocação peça a conta que há uma enorme fila aguardando.
      Tudo o que um governo não deve é se cercar de boçais.

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  6. Deputado, boa noite. O Café teceu alguns singelos comentários em relação a ruptura do PMDB com o PSDB. Quando possível, nos dê a honra da visita em: www.cafecompolitica.com

    Abraço da equipe Café com Política.

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